sexta-feira, 1 de outubro de 2010

lovegame

Quando eu não sei brincar, eu não desço pro play. Então eu não vou descer, vou ficar aqui trancado no apartamento, vendo as outras crianças se divertindo lá embaixo. sem choro.
Sentimentos não são feitos pra brincar. Amor e orgulho são ingredientes perigosos. uma mistura que pode explodir a qualquer momento. Se você não se despe completamente, não há como consumar a relação. Ego, orgulho e disputa por dignidade não combinam muito, quando se pretende escrever uma love story.

Nesse mundo, existe uma infinidade de bons sentimentos, de sensações gostosas. nem todas configuram um forever love. Entre ter bad romance ou não ter nada, abro mão do romance. Os romances não têm necessariamente que dar certo. o que dá certo é a possibilidade de você conhecer, aprender um pouco mais sobre você, suas verdades, seus mitos caírem, em contato com outrem. isso que é o mais fascinante em qualquer relação. Você se dar conta do que é capaz de aguentar, do que é capaz de aceitar. e vice versa.
e sempre consciente. do preço que se paga por tudo.

por ser e não ser. por se dar. por gostar.

Um comentário:

Pedro disse...

Engraçado você falar sobre lovegames; passei o dia os amaldiçoando: os primeiros e os últimos (aqueles que realmente machucam), quase todos embalados por enredos ricos em ego ou deficientes em auto-estima. Nunca tive paciência pra jogos, na verdade nunca fui bom neles; quando - como neste caso - a aposta é alta demais, então prefiro nem jogar.

Ironicamente, os que mais se ferram nestes jogos são os que mais afirmam serem eles necessários... será mesmo?

Quer saber? Cansei, biscoito!