sábado, 12 de março de 2011

é muita tristeza


Preciso dizer que faltam palavras para expressar o quanto meu coração está triste com toda a tragédia natural que se passa no Japão. É uma sensação profunda e pesada de impotência, melancolia, choque, perplexidade e medo. de perda, de dor, por mais que eu não tenha nenhuma pessoa querida que conheça lá. Sei que não tenho também nenhuma raíz nipônica, nunca estive lá, mas sou profundamente apaixonado por toda a cultura desse país, que influencia diretamente meu trabalho, esteticamente, está nas músicas que ouço, nos artistas que aprecio, na forma como vejo o mundo, nos quadrinhos e animes que já me cativaram, na comida que amo, em tudo. Tenho certeza que vivi no Japão em alguma vida passada.

A dor é igual para todos, não importa se é Japão, Rio de Janeiro, Haiti. Eu desejo e espero do fundo do coração que todos os japoneses sejam fortes como sempre foram no quesito superação de desgraças, e juntos consigam recomeçar do zero, reconstruindo suas vidas, lares, e continuem enchendo o mundo de coisas boas. Quando o Japão está menos colorido, e olhos grandes melancólicos, todo o mundo fica mais triste também. É inevitável não pensar que essas imagens tão tristes não sejam uma amostra do fim do mundo. estou tentando não vê-las.

todo meu amor e preces à todas as vítimas japonesas.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ranço

Quando este post foi escrito, ainda não havia sido lançando o vídeo de Born This Way

Desde o lançamento de Born This Way, tenho vivido semanas alternando momentos de alegria e satisfação com muita, muita irritação de pessoas que se dirigem a mim pra falar qualquer coisa sobre Gaga. Boa ou ruim, sensata ou baboseiras, enfim. Me irritei demais e ainda me irrito com a forma a qual algumas pessoas lidam com uma questão que vai MUITO além da nova música de Lady Gaga, que pra mim, é somente a ponta do iceberg de patologias bem maiores.
Antes de falar do que me irrita e instiga, falarei do que achei da música em si. Em primeiro lugar, NÃO me decepcionei com a música. Gostei MUITO de Born This Way e não vou nem entrar na questão eterna das acusações de cópia. Não acho BTW cópia de Express Yourself. Sonoridades parecidas é uma coisa, cópias outra. Não fiquei frustrado com a música, pois em nenhum momento acreditei cegamente no papo do “novo hino”, de música da geração. Aliás, como qualquer forma de arte, vale a máxima – “Arte, faz quem quer, acredita quem quer”. Gaga é uma artista ultra marketeira, fala o que for preciso pra causar, pra causar buzz, seja positivo ou negativo. Você leva a sério os absurdos egocêntricos que o Kayne West fala? Você realmente acredita no que os artistas dizem, assim, literalmente? O trabalho dele, por exemplo, é muito bom, isso é fato, mas é saudável e racional tentar separar artistas de suas pessoas às vezes.
Por isso, não fui tolinho de achar que Gaga chegaria inventando o novo Thriller, por mais que a própria sugerisse algo do tipo e se empolgasse em algumas declarações. Sempre acreditei que Gaga manteria uma sonoridade bem semelhante ao que já vinha fazendo, com mudanças sutis, vide os produtores que ela escolhe, como Fernando Garibay e o novo DJ White Shadow. Ainda assim é meio cedo, afinal BTW é uma faixa do álbum, que ainda não ouvimos pra ter uma opinião sobre o conjunto da obra. De toda forma, se decepcionou quem quis, é o que acho. Prefiro ter os pés um pouco mais no chão e entender melhor essa doença, esse febre que afeta todos, haters e little monsters, mas que ninguém fica indiferente.
Acho Born This Way uma boa musica pop. Dançante, positiva, gostosa. Musicalmente é isso. Pronto. Mas digo, musicalmente, porque o que alguns não entendem é que no Gagaísmo, a música em si, é a tela branca, o plano de fundo para todo o resto de seu teatro, seu ritual. O melhor produto de Gaga é Gaga. Não entendo como pessoas falam dos hits Just Dance e Poker Face como revoluções sonoras, não gente, não são. Como fã, eu digo que não é, pela musica em si, que poderia ter sido gravada por outra cantora, com melhores vocais, enfim. O que faz tudo isso ser o que inflama o mundo, é todo o restante, a atitude, somada com as polêmicas, os factóides, a relação com a moda, as referencias, o drama, as paixões e manifestações fan-made, e principalmente todo o debate e questionamento que o mundo está fazendo dela agora. Ela não vai durar, Ela falhou, Ela está se repetindo, Ela morreu. Ela cansou, ela se esgotou. Tudo isso é novo, se tratando de ícones pop? Lógico que não, mas é atual, é presente, é contemporâneo. TUDO já foi experimentado, rompido por Grace Jones, Yoko Ono, Donna Summer, Nina Simone, entre outras várias..e Madonna. Madonna..esse nome inseparável.
Assim como Madonna não criou a roda, Gaga também não. Ambas se inspiraram em seus ícones femininos de cada época. Ambas chocaram, cada uma por motivos. Não acho que Gaga seja a nova Madonna, até pq o mundo não precisa de uma nova Madonna. Mas também não entendo essa mágoa, esse ranço de fãs radicais de M, que esperam e vêm me fritar, mandando dezenas de links com a tal matéria da Illustrada, que até concordo em várias partes, outras não. É difícil se manter fora desse cenário de ódio e mágoa entre os que ouvem música pop. Quando você tem amigos, conhecidos e colegas que projetam grande parte de suas frustrações, vazios e lacunas sentimentais nas obras que consumem para se afirmar como pessoas..ah..especiais e como pessoas de “opinião”.




E daí surge aquele ambiente ( em grande parte virtual ) no qual cada um quer ser mais sábio que o outro. Pipocam críticos de música, de literatura, de moda, de cinema, de arte.. mas tudo temperado exageradamente com tédio, pedantismo e uma “profunda superficialidade”.
Acho que obviamente somos em boa parte de nossas personalidades aquilo que consumimos, os filmes que vemos, as obras e músicas que mais nos tocam e dizem, as peças que vemos no Teatro, as marcas de roupa que caem melhor e que podemos comprar. Mas é de uma burrice e limitação cerebral-cultural imensurável acreditar que somente os produtos, ( sim, produtos, por mais que você esteja de mimimi e falando sobre a “aura” da arte ) constituem nosso Eu.
Há toda uma vida e campo humano mais vasto e desconhecido, escondido que vai bem além das citações e versos que você escreve abaixo do seu nome e nickname. Por isso, me sinto tendo que regredir cerebralmente pra discutir e tentar entender essa palhaçada quando se fala da música da Gaga, da Madonna, e qual vadia que seja. Enfim. As pessoas tão completamente loucas, e perderam a noção do bom senso. Madonna, Gaga, Xuxa, Mulher Melão são artistas ou não, profissionais do entretenimento também. São empresárias e prestam contas. Visam o lucro, pagam funcionários. Nenhuma delas “faz” seus próprios vídeos, roupas, capas de disco, turnês, pelo menos atualmente. Todas são o que são pela confiança e credibilidade que deram e hoje tem acesso aos melhores profissionais de todas a áreas envolvidas na sua imagem e trabalho.
Em vez de ficar o dia inteiro falando, comparando, criticando sem fundamento e tentando provar pra quem gosta, seja exagerado ou não nesse gostar; você deveria ir pegar seu i-phone com suas músicas que ama, seu livro preferido, vá pra um parque, tenha uma vida. Quanto mais você se manifesta e ridiculamente tenta provar que o que critica não é tão bom quando todos os fãs dizem que são, mais o objeto, no caso Gaga, será colocado em evidência e crescerá. E você será OBRIGADO a vê-la, ouvi-la, nas baladas, nas rádios, nos sites, nas redes sociais. Sim, eu falo pra vocês que me torraram a paciência.
É impossível não comparar Madonna e Gaga, não somente no estilo estético ou no sentido batido de cópia. Mas de posturas. Assim como M. Gagaloo também acostumou as pessoas com um nível tão de tirar o fôlego e surpreender, que quando soa mais do mesmo, o mundo cai. Aliás, os que vêem e sentem algo nela, pq sinceramente, quem não gosta de verdade, simplesmente ignora. Quem odeia com convicção, é porque no fundo ama. Acho Justin Bieber uma bosta, e nem por isso tenho vontade de ficar gastando linhas e minha respiração falando mal dele, provando que ele é ruim, se ele e quem mais seja for uma farsa, um produto, azar, ele tai fazendo um sucesso estrondoso e algum motivo ele tem e fez pra merecer isso. E merece.



Omar Afuni: Pop é pra ser feliz.

Cabem aos artistas e seus empresários fazerem o que for pra suas carreiras continuarem bem ou não. Alguns folgados sentam suas bundas nas suas cadeiras, e esperam ser surpreendidos e ponto. Claro que você quer ouvir sempre boa música, mesmo não gastando um centavo com os álbuns que você baixa do Torrent. Mas não vou me envolver com o futuro da carreira de ninguém! Desejo vida longa pra Gaga, e acredito nisso, mas isso não depende de mim! As pessoas têm me falado dela como uma irmãzinha que está pra entrar na faculdade, que apronta e vai se ferrar, que pecou e vai ter q acertar as contas comigo. Francamente, n é gente?
Sou fã do trabalho de Gaga, ou se quiserem me chamar, sou little Monster. Gosto de acompanhar tudo que ela faz, presto homenagens, me expresso o quanto amo fazer isso. Ela me diverte, me dá voz em várias vezes, danço feliz seus hits. Gosto do frio na barriga esperando ela se apresentar no VMA, No Grammy, com medo do que ela irá aprontar. Se fará bonito ou cagará no maiô. Tudo que um fã faz.
Fãs de outras cantoras, e estilos, sejam pop, rock ou indie, alguns deles é preciso dizer, falam que os gaga fans são chats, xiitas, e tal. Primeiro: mesmo como fã, nunca, nunca disse que Gaga é imune a críticas. Acho que ela se confunde as vezes, se atrapalha com excessos de elementos e informações, se perde nas próprias viagens algumas vezes. Não sabe ainda criar sumiços, espaços de suspense, de causar supresas. Nem sempre gosto dos outfits, nem gosto de todas as músicas, lives. Enfim. Dito isso, mesmo assim não vou deixar de ser fã e a achar genial, querida, especial, única em tantos sentidos.
Segundo: QUALQUER fã é e sempre será um tolinho, um ridículo. Não vejo diferença alguma entre as reações de alegria e histeria dos little monsters quando vaza o novo álbum de Gaga com a reação dos fãs do Radiohead ao vazar seu novo álbum também. Não vejo meeesmo. Ser fã é ser intrinsecamente bobo, ingênuo, infantil, passional. Mas isso não é ruim, pelo contrário. É ser deliciosamente alegre, criança, efusiva, que acredita naquilo que seus ídolos dizem e fazem. É se espelhar, se inspirar, dar voz a você. Ontem era o Superman, o Batman, os Cavaleiros do Zodíaco, a Xuxa, a Sailor Moon, as Guerreiras Mágicas, hoje é Gaga, Madonna, Iggy Pop, Keane, Mika, Maria Betânia, Ivete... ser fã é acima de tudo, acreditar. Eu respeito os que acreditam, e gostaria de ser respeitado também, o que infelizmente não vem acontecendo.
Não preciso que me provem nada, da mesma forma que não tenho a mínima vontade de provar algo pra vocês.

Filipetas





Flyer: Arte que serve para divulgar vários eventos e que não deve virar lixo nas ruas. Lembra daquela festa que você foi porque o flyer era legal e fez você conhecer aquela pessoa que gosta das mesmas coisas que você? Guarde este. Colecione.

Sempre achei fantástico o mundo dos flyers. arte ultra efêmera, que se não é guardada por algum nostálgico, se perde pra sempre..em bueiros, latas de lixo. Bem antes de começar a sair na noite já era fascinado com as peças, os postais, as cores, os desenhos modernos.
Adoro fazê-los e agora estou trabalhando na produção dos flyers da casa On Board, aqui de BH. Ainda estamos no primeiro mês, pegando o jeito e testando formas de trabalhar.

O club é novo, com um público distinto em cada noite, de quinta à sábado. Confesso que flyer é uma coisa desafiadora, divertida, tensa, em que vc pode se soltar, às vezes nem tanto, outras muito, e tem que ser muito esperto, rápido, com soluções criativas BEM dinânicas, pois tempo é dinheiro e a festa precisa ser divulgada o quanto antes. Fora a questão do impacto visual. pra mim um bom flyer é aquele que você deseja, não importa se vai na festa ou não, aquele que você pega vários de viagem e distribui pros seus amigos que gostam de um bom design, enfim, tem que ser marcante e bem moderno. e tem que passar a idéia de que aquela festa é imperdível também. humor, ironia, experimentalismo, tudo é fundamental para um bom flyer e claro, muita pesquisa.

Postarei alguns flyers selecionados que ando fazendo no meu Behance. Conheçam o site da On Board também: http://onboardclub.com.br/

Shantê


Colagem digital ( em processo ) que estou fazendo usando uma tablet Bamboo que ganhei de presente. Ela é ótima, mas ainda estou engatinhando e tropeçando muito. Creio que demorará bastante pra saber usar todas as possibilidades criativas que ela permite. É novo pra mim testar a habilidade que tenho com as mãos e papel agora no monitor e na tablet. Gostaria de sugestões de programinhas gráficos para usar em conjunto com a Bamboo! Sou um baby e quero misturar tudo.

nude 01


começando série de nus. simplesmente um exercício.

presentinhos

pequena doll da Chibi Bubble Dress que ganhei de aniversário do querido Leo Barros. Agora meu Arbofett tem uma irmã. imaginando como seriam todas as Chibis Gaga assim. Aproveitando, quando tiver um tempinho rabisco algo de Born This Way no estilo, estou sobrecarregado de outros trabalhos, pessoal. mas farei algumas sim.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

GLAMÚ




Aproveitando o link do post abaixo, hoje me deparando com algumas pessoas ( gays ) em uma reunião sobre projetos de noite, criação de flyers e afins, fiquei pensando sobre um clichê, uma falácia pedantíssima que muita gente ainda acredita: o tal bom gosto e sofisticação natural, de nascença que os gays supostamente têm, simplesmente por serem gays.

De cara já falo que acho isso uma gigante besteira. Trabalho e lido diariamente com gays de péssimo gosto, com "criações" cafonas, que chegam a ser pavorosas e altamente prejudiciais à visão. Desde flyers monstruosamente feios de baladas que soam assustadoras e suspeitas, à projetos de decoração, estilismo, ambientação e tudo mais. o que há em comum em todas as manifestações do cafonismo é um profundo deslumbramento consumista, principalmente com o que vêm de fora engolido sem pensar 2 vezes e uma arrogância estética e cultural, onde um pseudo conhecimento superficial de temas, estilos e conceitos são usados de forma hedionda, horrenda. não há como ficar bom.

Não acho ruim misturas, encontros e hibridismos, e muito menos manifestações populares, muito pelo contrário. mas me irrita essa confiança absoluta que muitos profissionais da área mantém, com boas doses de blasé. " meu sangue taia" nesses momentos em que sou obrigado a lidar com esses tipos.

Não é a orientação sexual que deixa a pessoa mais ou menos mais sofisticada e de bom gosto, aliás, o conceito de bom gosto é frágil e relativo. Gays não nascem mais dispostos e sensíveis às artes, literatura, cinema, moda e decoração. Concordo que podem ser bastante curiosos em descobrir e fuçar coisas que poderão se tornar tendências e manias posteriormente, principalmente na música pop e eletrônica, mas isso ainda não é um privilégio dos homos.

O que faz alguém mais interessante e culto é o constante interesse em ler, em pesquisar, se aprofundar sempre mais nos assuntos prediletos, em nunca se acomodar achando que já é muito entendido e expert em alguma área de conhecimento. é perguntar, e principalmente ouvir, se abrir ao novo, e ao velho também, afinal sem história, não há presente nem futuro.
É explorar outros quintais, tentando deixar o máximo de preconceito de lado. é aprender a trocar lâmpada e chuveiro, aprender um esporte, fazer uma viagem inusitada, é pensar além de N.Y., Paris, London e Ibiza. é não fingir que aprecia Maria Callas e balé, quando no fundo você odeia ou não entende. mais sincero é assumir que não conhece e tentar absorver e entender, sem afetação e com humildade.

Você nasceu assim, mas não precisa se limitar e pagar mico com tanta cafonice.

Mapeamento de vidas

Durante os meses de janeiro e metade de fevereiro participei como colaborador-produtor local do Mapeamento LGBT do Grupo Somos de Porto Alegre, onde o objetivo é traçar roteiros, conhecer e divulgar todas as possíveis manifestações ligadas à cultura e à arte. todas as impressões do projeto você encontra no blog: http://somos.org.br/mapeamento/.

Foi interessantíssimo, divertido, cansativo, estimulador e principalmente desafiador topar essa parada. Me indicaram por ter um relativo bom trânsito pela noite e bons contatos da área cultural e artística, mas durante o processo descobri que quanto mais você acha que sabe e conhece da vida cultural da sua cidade, mais vc tem a descobrir, e eu tenho muitas, mas muitas coisas a conhecer e re-avaliar aqui em BH. Senti que meu mundo era bem menos vasto do que imaginava, mas ao mesmo tempo estimulado, excitado por ter entrado em contato com novas manifestações na minha rotina como a Associação das Lésbicas de Minas( ALEM ), Falar da nova DIVAH da noite e da vida, a Neide, ou Neide Gaga pros íntimos, da Caramelo Sundae, bares que nunca havia entrado, e a diferença que faz um encontro pessoal com os artistas plásticos que de alguma forma tratam a questão da (homo)sexualidade.

Além disso notei o quanto é delicado esse limite entre o que é cultura, espaços de agregação cultural com espaços de entretenimento. Até que ponto um nightclub, um bar GLS é considerado espaço de manifestações de cultura, por exemplo? Fora outros desdobramentos não previstos que foram surgindo. é como se a pesquisa fosse tomando forma própria, além de nosso planejamento. Enfim, me senti pequeno, mas muito desafiado, e isso foi bom. foi um contato muito gostoso, tanto com os amigos gaúchos quanto os entrevistados.

Ano que vem esse material todo será transformado em um catálogo impresso e um site. Foi um prazer participar e espero que o projeto do mapeamento só cresça e traga bons resultados a todos os envolvidos e os que terão acesso a essa pesquisa.

Além da parte séria e de comprometimento com o trabalho desenvolvido, também tivemos nossos momentos de descarga e relaxamentos, com muitos drinks, cervejas, botecos, bafões e confidências, sempre acompanhado dos queridos guris Sandro e Mayra, além do inseparável amado Jeff kun e outros friends, o que nos renderam mil casos, mas essa é oooutra história!



Eu, a Top Drag Dolly Piercing e Sandro Ka, guri de PoA e coordenador do Mapeamento GLBT.





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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Behance Portfolio






Não entendo o porquê da gente, artistas, designers, profissionais da imagem como um todo, procrastinar tanto pra fazer nossas próprias peças de divulgação. Não só eu mas um tanto de amigos e colegas se enrola meses, ANOS pra atualizar, imprimir e organizar seus portfólios, sejam eles impressos ou websites. finalmente devo imprimir meus cartões de visita, que estão bem bonitos. mas é engraçado e triste essa péssima mania nossa de não conseguir nos "servir", de não ter agilidade e objetividade com nossas próprias publicidades. Falo por mim e todos os enrolados.

Descobri fazendo meu cartão que seria um péssimo cliente de serviços gráficos, porque não sei a hora de parar, de fechar e imprimir. sou muito chato, exigente, eternamente satisfeito com o que É MEU. e feito PRA MIM. faço (quase) tudo que reclamo dos meus clientes! nessa parte de indecisão, é claro. Minha antiga professora de pintura tomava os pincéis da minha mão e dizia que o trabalho estava bem resolvido e não precisava de mais nada. não sei a hora de parar, e tb raramente sei qual exato ponto estético quero. acredito que quem cria pra si mesmo, nunca sabe disso, diferente da rotina caótica e hostil das agências e escritórios de design e comunicação, onde adquirimos agilidade, objetividade e soluções rápidas pra terminar logo as demandas e nos livrar, ter mais paz e mais peças no portfolio, deixar o chefe bonzinho, enfim, varejo.

Quando é pra mim mesmo..são outros 500. Tudo isso pra dizer que estou migrando provisoriamente meu "portfolio" pro Behance.net . Já conhecia, mas agora estou curtindo mais o visual, navegação e organização do site. Eu adoro o DevArt, mas é uma rede social voltada demais pro nosso próprio umbigo, pessoas da criação, de artistas pra artistas. Muita gente que não produz arte e nem é da área já me reclamou das dificuldades de navegação que encontram no DevArt. acham confuso, confundem as galerias suas com as de outros e seu favoritos.. E isso era chato quando eu mostrava o link da galeria do meu Deviantart aos clientes em potencial. por isso aprendam com meu erro e não façam isso! E eu concordo, é um site muito específico mesmo. por isso, pelo menos profissionalmente, usarei o Behance. O Deviant ficará pra projetos e imagens mais autorais mesmo, experimentais. Meu site de verdade, joapa.com tá registrado, e algum dia deve sair. rs. não tenho jeito.

visitem: http://www.behance.net/joapa

Bigode aka Tom

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Roger Sanchez Another chance Original Music Video

I made you a Beard








Erin Dollar é uma garota assim como eu e você, que adora barbas e barbudos. E adora ficar barbuda também. Ela faz falsas barbas de lã e outros materiais que podem ser comprados através de seu blog que também oferece todo um rico material de outros artistas loucos por barbas em ilustras, cards, toys e outras coisas mil. Só que Erin não segue o mesmo estilo e não leva tão a sério seu amor por barbas e pêlos como o pessoal da tribo Bear, que sempre acaba caindo naquela leitura somente sexual e fetichista o tempo todo. É interessante notar seu olhar feminino e delicado ( sobre um mesmo tema ) através das suas opções estéticas. Referências de ilustradores meigos com um ar vintage e nostálgico, com um quê de inocente e lirismo. Achei divertido.

Confira: http://www.imadeyouabeard.com

manutenção




Sabe quando alguma objeto da sua casa sempre tá dando problema? Quando você tem que ficar levando pra assistência direto e sempre tem que ficar sondando e tomando mil cuidados pra não estragar, por serem cacarecos ultra delicados?

Notei que algumas relações são assim. sejam de trabalho, namoro, amizade e família. penso que quando a relação está sempre delicada e perigando apagar e sempre que uma das partes tem que se colocar como responsável pela manutenção e administração da mesma é porque não é mais viável como se apresenta. As relações tem que se auto gerenciar, espontaneamente. óbvio que sempre passíveis de reavaliação, questionamentos, atritos e falhas, mas de modo em geral, creio que quando é muito delicado sempre e por motivos pequenos, é porque não há futuro. futuro forte e sereno, digo. nenhuma relação por mais linda e gostosa que seja, não vale o preço do constante medo da possibilidade de sua perda e finitude.

Tudo acaba, é preciso aceitar, mas que acabe bem, ao menos.

cheguei


Oficialmente iniciando as atividades nesse cantinho. Como vocês estão? estão te tratando bem?
Quais as estratégias para um ano com mais sanidade física e mental? O que acontecerá com a sua coleção de corações partidos, novos, estragados, grandes, pequenos, moles, duros, em chamas, gelados? a A FAMA? onde que fica o amor e a arte? Quais as coisas que não tem mais graça? Seu ídolo agora te entedia?

A possibilidade e a idéia de pequenas revoluções e reviravoltas em todos esses micro e macro universos me excita.. e move. e espero muitas delas. assim como várias coisas pra mostrar e contar aqui. estava saudoso.

um ótimo ano para todos.

domingo, 2 de janeiro de 2011

MINHAS 10 MÚSICAS DE 2010

Não me lembro de ter visto um ano tão quente musicalmente como 2010. Nunca baixei tantos álbuns completos, nunca experimentei tanto novos sons e estilos como esse ano. Muita novidade, além de promessas de mais coisa boa dos artistas que já adoro. No climinha já de fim de ano, deixo uma difícil lista das músicas que mais me emocionaram, agitaram e marcarão para sempre esse ano tão absurdo e intenso como 2010. Algumas músicas não foram lançadas em 2010, mas não é problema. Essa é a minha soundtrack. Não foi fácil! Agora quero saber a lista de vocês! Obs. As músicas não estão em ordem de preferência e não têm NENHUMA pretensão de fazer uma análise jornalística, imparcial e técnica que soe como crítica musical !



1. JAMIROQUAI - White Knuckle Ride :

Foi uma das minhas mais recentes paixões, só agora em novembro que caí de cara no segundo single da banda de Acid Jazz britânica, para o álbum Rock Dust Light Star . Sempre tive uma relação bacana com tudo que o Jamiroquai faz. WKR é uma faixa absurdamente sensual, feliz, que te faz se sentir o Rei de qualquer pista de dança, cheia de laser, chão espelhado e muito neon. É difícil falar no Jay Kay sem mencionar algo sexual, pois tudo que ele faz é sexy! Seus vocais me deixam com vontade de inventar coreografias absurdas e sem noção de ridículas, mas sexy, sempre. Se você gosta de qualquer coisa relacionada à Disco, esse single é obrigatório! Groove até falar chega!



2. KELIS – Song for the Baby

Fleshtone foi um álbum que não vendeu muito bem. Kelis resolveu assumir de vez a ClubberDance Diva que parecia meio enrustida nela, e mostrou que além de fazer o seu ótimo pop R´nB, ela também flerta absurdamente bem com o electro e o house. Alguns se espantaram e estranharam ver uma até então urban bitch se transformando numa diva cheia de raio laser, glitter, papel de prata picado e muito, muito luxo e glam. Uma coisa meio Gwen Stefani, pós No Doubt! Claro que os gays amaram! De todos os hits deliciosos do álbum, a minha preferida é uma faixa que teria tudo pra ser a mais boring do álbum, música dedicada ao seu bebê! Se bem que Acapella também fala disso, mas é que geralmente quando cantoras pop fazem essas homenagens, sempre são faixas fofinhas, mas que estão ali só pelo fator afetivo maternal mesmo, fracas, mornas. Não é o caso de Song for The Baby. Vibrante, positiva, emocionante, sofisticada, brava, estivadora. Encorajadora. Além do ritmo e batidas deliciosíssimos pra qualquer pista, o que mais me toca é a letra. De otimismo diante das dores do mundo, de levar no coração a força e os valores do amor. De ser forte quando não estamos mais perto da pessoa que mais nos amou e protegeu: nossa mãe. Dificilmente não cai uma lágrima quando ouço Song for the Baby. Uma pena não virar single!




3. SIA – You´ve Changed

. single do lindíssimo We Are Born. Música de bater palminha, de dançar fazendo passinho. Não há muita coisa pra dizer além do quanto me sinto calmo com essa musica. Assim como tudo que a Sia faz. É impressionante como ela tem uma capacidade agradável de desenvolver suas composições, além do vocal de anjo, um anjo meio pirracento, mas um anjo lindo, loiro e australiano. Sua letra de um antigo amor que era meio tosquinho, chato e malvado que agora se tornou um partidão, um amor maduro é pura alegria e inspiração pra quem vai investir e se jogar nesse Love, o vídeo de tão colorido, com dobraduras, papel recortado, bonequinhos e crianças, é quase uma coisa Confissões de Adolescente, e por isso tão coerente. Sia é uma artista madura e consciente do seu trabalho, por isso se permite e pode brincar de ser menina moça de novo, e isso é para poucas que podem!



4. KE$HA – TAKE IT OFF

Se 2009 foi o ano de Gaga pro pop, 2010 foi o ano em que uma louca de cabelo sujo e ensebado, que se comporta como uma bêbada, com cara de tédio começou uma festinha com seus friends esquisitinhos e até então a festa tem durado e parece continuar por mais um tempo. De cara torci o nariz pra Ke$ha, de sua artificialidade, de sua limitação, de sua forçação, mas foi aí que vi que ela tem plena noção do que está fazendo, reconhece seus limites vocais e outros, que são compensados pelo auto tune, com muitas caras e bocas, e claro, MUITO glitter. Eu sempre penso que nenhum artista tem que ser artista, se ele não quiser. Se ele não se propõe a fazer algo serio, sofisticado, profundo. Não há essa obrigação. Mas é fundamental que ele saiba inventar uma história, uma brincadeira e fazer com as pessoas ( seu publico, seus fãs ) acreditem e entrem nessa brincadeira! Os hits consecutivos de Ke$ha mostraram isso muito bem. Tosca, desajeitada, forçada, ogra, boba, superficial, Ke$ha é tudo isso, e ela não está ligando pra você! Ela quer somente beber mais um pouco e chamar os freaks pra aprontar mais alguma! Me lembro de uma semi desconhecida Gaga também meio bêbada chamando todo mundo pra esquecer tudo e só dançar! Mais nada! Vamos fazer a mesma coisa e entrar na Ke$ha´s Party!




5. KATE PERRY – FIREWORK

Vivemos numa era do tédio, onde a antipatia assola, a preguiça domina e a indiferença, mau humor e a falta de ações políticas são vistos como atitudes hype e descoladas. Por esse motivo é até obvio que muitos, ( até mesmo gays ) vejam com um certo desprezo a onda de canções e vídeos anti-bullying que tomaram conta das paradas este ano, como Firework. A canção é uma delícia pop, com boa melodia e letra simples, mas simpática que cumpre sua digamos, função: colocar você pra cima, sendo alvo de bulliyng ou não. Os críticos argumentam que tudo não passa de jogada de marketing, de uma estratégia comercial de gravadoras que sabem do poder de consumo de material pop que os gays têm. Não deixa de ser uma verdade, mas afirmar que seja somente isso é um tanto cansativo e pedante. Quando se lança alguma música engajada, com mensagem, por mais clichê que ela seja, ainda é mais que bem vinda a intenção, pois ainda há muito o que se gritar e lutar por reconhecimento de direitos e respeito. Quando esse engajamento vem embalado como boa música de grande alcance e penetração nas massas, mais eficiente pode ser a mensagem, sem perder o foco, sem abrir mão dos lucros que esse material feito com qualidade traz. Pessoalmente não me dou bem com pessoas apolíticas nem com partidaristas radicais. Política não é somente panfletagem. Muitas vezes apenas dançar sorrindo sua música preferida na pista já é um ato político, e gritá-la para o mundo todo ouvir também. ( Embora as notas altas de Firework sejam demais pra própria Kate e pra mim! )



6. FANTASTIC PLASTIC MACHINE- HONOLULU CALCUTA

Essa faixa já beeem velhinha faz parte do incrível álbum Luxury. Já falei do Fantastic Plastic Machine aqui. Posso contar nos dedos de uma mão as pessoas que conheço pessoalmente que dividem minha apreciação por esse nobre da corte pop chamada Shibuya Kei. Honolulu Calcuta é uma melodia arrastada, meio pesada, meio leve, absolutamente etérea e passional que mostra a divagação e devaneios de 2 mulheres, alternando frases sussurradas em francês e inglês. A atmosfera metafísica e transcendental da viagem mental que nos submetemos no momento em que sentamos na poltrona da aeronave é simplesmente inspiradora e arrepiante, poucas vezes ouvi uma melodia em que a poética e esse sentimento de escapismo, medo, essa dualidade de realidades, fugas e sonhos fossem ilustradas com tanta habilidade e emoção. Uma viagem de avião, as escalas, distancias, a possível história de amor que se divide entre as cidades exóticas de Honolulu e Calcutá ( paraíso e caos ), as fronteiras em milhas, as fronteiras dos idiomas, a tradução do amor e dos sonhos em realidade, a ansiedade. Tudo é de um simbolismo tão forte e perturbador. A angústia de ir não saber o que encontrar quando chegar, quando voltar. A aeronave que carrega esperanças dentro, deixando os medos para trás. Não deixarei este mundo sem viver uma história de amor entre Honolulu..e Calcuta. É um deja vu. Psicodelia, cadência, escapismo, amor inventado. Eu acho que escreveram essa música pra mim, só pode!




7. LADY GAGA – TELEPHONE

Tentei me conter, tentei segurar a tietagem, tentei fazer uma lista abrangente, mas tenho que ser honesto com meus sentimentos! Como falar algo de Gaga que não tenha sido dito a exaustão? Como expressar o reconhecimento de um bom trabalho que fuja dos exageros dos fãs mais radicais? Como fazer com que entendam que um artista têm méritos excepcionais mesmo coexistindo com várias limitações? Como deixar claro pros xiitas ( me refiro aos xiitas haters e aos xiitas fanáticos ) que música não é religião, e que não existem rainhas, princesas e reis no pop? Enfim, seria falso deixar de lado a canção gagaísta que mais gostei, apesar de achá-la totalmente deslocada do conceito do seu EP The Fame Monster. Ok, todos sabemos que foi uma jogada espertíssima da gravadora ao fazer a dobradinha com Videophone. Telephone é dramática, tensinha e gostosa. O tipo de stress que rola o tempo todo em qualquer balada, em que decisões instantâneas causam rompimentos, mas que não podem estragar a noite perfeita. Não tenho muito a dizer sobre Telephone, é uma faixa que não chegou ainda a exaustão pra mim. Me acabei com as milhares de paródias e covers no YouTube, afinal o vídeo oficial dispensa qualquer comentário. Gaga pode não dar conta de segurar o rojão que lançou, embora eu acredite que conseguirá. Mas pelo tremor que já causou nesses dois anos e meio, é mais que justo ainda falarmos dela por um bom tempo. Afinal, os estragos foram enormes e até onde sei, incalculáveis.



8. SHAKIRA – LOCA

Dedico essa música a alguns de meus amigos. Somente isso, e isso é muito! Além do fato da música mostrar o que Shakirão sabe fazer de melhor ( remexer o popozão ) foi trilha de várias noites desajustadas, sem roteiro e com muita cerveja, suor e rebolado. Quando saiu Sale El Sol, lembro que havia uma vibe tão fresca e tropical nos nossos corações, como se fizéssemos de conta que a vida era um baile em Acapulco..ou Caribe, tanto faz. E que ela deveria ser vivida com muito ritmo, ou então você ficaria pra trás, descompassado e de fora da dança das cadeiras. Loca é um estilo de vida, Loca é a solução para quando a gente se leva a sério demais. Triste aquele que não tem amizades locas.




9. CHRISTINA AGUILERA – YOU LOST ME

Não sou dos mais fãs da Aguillera, mas essa foi a trilha da parte tensa e triste afetiva em vários momentos do ano em que terminei 2 namoros. É uma letra difícil de acompanhar pela veracidade dos sentimentos que Aguillera consegue berrar, dando o tom certo pra expressar a dor de perder e se sentir perdido de alguém que você amou. E não achar o caminho de volta, não ter mais cartas na manga e quando todas as tentativas já foram queimadas. É dor de cotovelo moderna, música pra chorar escondidinho na balada, lavar o rosto, abrir outra cerveja e voltar pra perto da sua turma na pista. You Lost Me é verídica, mas tente não ouvi-la por muito tempo. Gosto muito do tom que ela encontrou pra essa balada, e toda a melancolia que ela carrega. Uma pena que não tocou tanto quanto merecia.



10. RIHANNA – LOVE THE WAY YOU LIE

E de repente toda minha atenção se volta pra Rihanna, que definitivamente me conquistou, bem aos pouquinhos, sorrateira. Seu LOUD é incrível, com pencas de hits em potencial, mas sua parte 2 de Love the Way you Lie me pegou certeiro, pela harmonia que resultou com um dos meus calcanhares de Aquiles chamado Eminem ( pausa. ) A música assim como a anterior da Aguillera, é uma baladinha triste que fala de uma relação que não tem mais futuro e se vê em dor pela mistura de sentimentos ruins e bons que permaneceram, e você não sabe o que fazer e onde guardar esse tanto de sentir. Ou seja: a receita de 80% das baladas pop. Mas funciona, funciona tanto que preciso ir ali pegar uns lenços. Obrigado.